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As Asas do Condor


Durante muitos anos,o Condor se preparou para voar soberano pelos Ares, em todas as camadas; em todas as direções cobrindo longas distâncias, aproveitando para construir sua sabedoria...
Durante estas andanças, o mundo passou sob suas Asas e ele apenas observou, parecendo distante, porém utilizando-se de todos os seus sentidos apreciou cada detalhe em sua viagem .
Pela sabedoria,construída através dos tempos, tornou-se naturalmente conhecedor de todos os segredos...
Sob o que foi observado é que vamos falar...
Sejam muito bem vindos ..
O CONDOR....

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bel Linhares, a Bela...


Tão linda..., tão louca..., tão rebelde..., tão mulher... tão Isabel...
Bel, a bela...
Tão mais que um simples perfume;
Mais que mil argumentos;
Muito mais que milhares de gemidos;
mais, muito mais que um cavalgar pelo prazer,
ou pelo direito de querer...
Mais que a vida impossível de viver, e
mais até que um drink, um veneno...
Mortal como o amor de Julieta e, inconseqüente como o de Romeu....
Sem rótulo, nua e bronzeada,
Numa vida louca... toda lambida pelo Sol,
numa estrada sem fim, onde o único fim pode ser tudo, menos um divã...
Seu refúgio é o próprio ninho, onde suas crias aprendem com a bela que, o que importa não é a paixão, mas o amor..., não é a porta, mas a fechadura..., não é a cortina, mas a janela, não é o sexo louco, mas o tesão que a vida pode oferecer...
Entediada da mesmice e dos olhos que apenas comem sua beleza, a bela caminha lentamente pela praia...
Deserta como a própria lua,
Nua como a natureza;
Romântica e esplendorosa
a Alma da bela se enche de chistes,
porque o amor deve ser pleno e real...
Daí envolvida pelos mistérios da paixão,
absorta pelos pensamentos que a fizeram bela,
aguarda que a onda lhe cubra os pés...
O Mar, lambe seus pés, e, Netuno, sentindo o cheiro da fêmea, envolve a bela com seus braços poderosos e, o Amor se faz por completo na praia do desejo, onde o ensejo é mais que uma mera vontade...
Assim,a notícia, caminha pelos mares...
“Até Netuno se apaixona por Izabel Linhares...”
Pode parecer falta do que fazer...,
Mas eu não poderia deixar de falar de Isabel,
nem de seu travesseiro,
nem de sua beleza,
nem de sua nobreza,
sequer do Amor que ela tem aprisionado dentro do peito, (diga-se de passagem que peito)
e do jeito que ela encara a morte, sem se revoltar com a vida...
Bel Linhares este texto é seu, é presente de aniversário.

Léo 29/07/2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Brilhar, rutilar, ou simplesmente amar... o impossível de se entender...

Sua nudez não é nada, se ficar oculta...(diz Phebo, à Phebe.)

Não haverá o último rútilo lunar, ainda que o selenita, habite a face oculta.
Mas quem habita o oculto, não se oculta, pelo prazer de fazer, mas de se esconder...
Mas quem se esconde não esconde sua vontade de se esconder... e tanto faz se tornar inútil, para si mesmo...
Por isto o rútilo é o hálito de Phebe, quando fica frente a frente com Phebo...
Não há amor mais intenso e verdadeiro quando a nudez prateada,
Se deixa envolver pelo calor intenso...
Phebe sabe atrair seu parceiro e bailar, ora insinuando, ora escondendo, ora mostrando toda sua volúpia na tábua das marés...
E, Phebo, ardente, amante e deus, desce à terra,
E declara-se; Rá, o dom da vida...
É mais que uma estória de amor...
onde Géo se deixa fertilizar...
E, de suas entranhas nasce o futuro...
Mas não pensem que Phebe, rejeita Phebo, pela traição
cometida... ela é amante... a melhor de todas... de todas as noites...
E usa o rútilo para envolver seu amante com o hálito da paixão...
Phebe, Phebo e Géo, apenas uma estória de amor...
Uma estória de viver intensamente todos os momentos onde a paixão é mais que a eternidade..., é mais até que um espasmo de prazer...
Mas é a forma pela qual o amor e a vida se eterniza, então, deixar-se morrer nos calabouços frios e fedorentos da promiscuidade sem rumo ou sentido não é perseguir o último rútilo, mas querer apenas a escuridão...


Léo 27/07/2009