Respondendo À Ana B.C.
Antes de seguir em direção ao assunto eu resolvi caminhar um pouco; andar sobre o que seria paranormalidade e morte.
Em muitos lugares, achei definições e frases prontas para produzirem efeitos, mas nenhuma que dê consistência aos meus anseios e necessidades.
Em muitos lugares, achei definições e frases prontas para produzirem efeitos, mas nenhuma que dê consistência aos meus anseios e necessidades.
Sei que a vida não se finda em momento algum, e que quando uma forma de vida é interrompida, uma outra em seguida é originada, sem que exista um espaço de tempo entre uma e outra.
Isto acontece com relação à vida humana também. Desde a fecundação até o nascimento os ciclos se completam. As transformações ocorridas após o nascimento entre o crescimento, envelhecimento, até a morte, demonstrar a complexidade de estágios que se completam e se seguem com muita harmonia.
O desenrolar da vida humana é claro e definido, não se inverte o processo nunca. E da mesma forma posso afirmar que o tempo não se desenrola ao contrário do que foi vivido.
Viver o tempo, é uma questão onde tudo o que diz respeito à materialidade somente é entendido diante de uma métrica; a métrica do tempo.
Porém, tudo o que diz respeito aos sentidos e sensações, e memória, não obedecem uma métrica inflexível: podemos reviver todas as sensações da forma como aconteceram ou aleatoriamente e, também podemos sentir o que ainda não se realizou no tempo (premonições).
Sem querer provocar ou desmistificar nada, minha proposta neste texto é apenas refletir.
Quando a morte acontece, é um fato natural. É um fato natural também, quando ocorre através de algum acidente, ou ainda que seja provocada, por alguém, ou uma doença qualquer. Em resumo a morte em si é natural.
O que as pessoas demoram para entender é que a mediunidade(paranormalidade) é um dom (divino) porque faz parte integrante das capacidades espirituais e, um Bem, porque se encontra agregada à matéria.
Muitas vezes quando entendem a fragilidade da vida no sistema ou no lugar em que vivem, as pessoas se desmoronam e se desconstroem diante de suas escolhas e realidades e daí tudo parece ruir e nada mais ter sentido.
Então, a anomalia na vida não é a morte, e, sim a forma como as pessoas se desconstroem e passam a viver de sofrimento porque se acham impotentes para entender o que seja vida e o que seja morte.
E, quando isto ocorre, tudo pode acontecer, até a busca intensa e incessante por notícias de quem partiu para o outro lado da vida.
As Mães, são as que mais intensa e rapidamente sentem estas sensações e por isto não medem esforços para buscar notícias de seus filhos, ainda que para tanto tenham que passar por situações muitas vezes constrangedoras, e, além de estarem sujeitas e fragilizadas mais a cada dia.
Isto é uma verdade que se constrói com falsas esperanças ou com formas de encarar a vida através de uma cultura que nunca se viveu.
Cada povo tem sua cultura, tem sua fé, sua religião, e cuida de seus mortos de forma característica, então muitas vezes o cuidado que dispõe para os seus mortos pode chocar uma outra cultura. Daí não há o que se falar em Universalidade além da morte.
Quero me ater à minha cultura e a minha forma de entender e poder quantificar informações para que você possa compreender sem muitos sacrifícios.
Todos nós temos a capacidade de ser um médium ou um paranormal. Porém, alguns tem esta capacidade aflorada e por conseguinte aprenderam como usar das sensações que isto lhes traz, normalmente, incluindo estas sensações como coisa normal em suas vidas.
Muitas vezes, a paranormalidade acontece atrelado à alguma seita ou religião, mas existem muitos médiuns ou paranormais, sem uma religião definida, ou mesmo sem seguir doutrina alguma.
O mundo das sensações extra-corpóreas é intrigante, e ao mesmo tempo apaixonante, mas para a ciência é apenas um objeto de estudo.
Estamos para chegar nos próximos anos no momento em que as religiões, seitas e doutrinas, serão instrumentos para que a ciência determine e se aprofunde no conhecimento do que seja espiritualidade e paranormalidade.
Tudo é muito vago ainda embora cada um defenda sua sardinha, mas o que se entende por espiritualidade, hoje, é um conjunto de sensações extra-corpóreas, atreladas à existência de Deus.
Não se trata aqui de contestar ou não a existência de Deus, mas sim de entender o que seja paranormalidade para que se possa saber que isto faz parte da existência do ser humano.
Por incrível que pareça, a dependência da existência de Deus ou não é coisa muito importante na vida do ser humano moderno e, isto se dá através da cultura que se adquiriu após o nascimento dos grandes profetas.
Mas não vou entrar nesta peleja onde cada qual tem suas importâncias e seus seguidores.
Quero ressaltar, apenas, que a existência de uma vida após a morte, não é uma questão filosófica, mas também de reciclagem e aprendizado, ou seja é uma seqüência de acontecimentos e preparações para a existência de uma nova vida.
Então creio que não há por que questionar a existência de indivíduos paranormais que executam seus trabalhos diante de suas doutrinas, religiões e convicções. E, isto abre um espaço para se afirmar pela consciência popular que Deus é único apenas de milhares de formas de entendimentos de cada povo. Esta pluralidade é que reflete em beleza a magnitude do espírito sobre a matéria, e, isto no enseja que seja este o ponto de partida para entendermos como se processa o outro lado da vida.
Apenas duas vezes vivi a sensação de experimentar a morte, mas isto pouco acrescentou aos meus conhecimentos apenas que o corpo humano é um fardo muito pesado e, que os instintos é que determinam quase a totalidade das ações do homem.
Caminho buscando notícias entre os dois lados da vida por caminhos que abri dentro da mente humana, e isto me permite muitas vezes encontrar e conversar com os que partiram, porém não é possível dizer, além das sensações e visões, o que existe do outro lado da vida, pois é um mundo energético e altamente dinâmico e não obedece às regras do nosso espaço nem do nosso tempo.
Preciso terminar este texto antes que a tarde ocorra, porque muitos afazeres me aguardam e a vida não para de correr.
Muita gente questionará o conteúdo deste texto, mas isto é uma resposta para aqueles que sofrem em seus mundos isolados e carentes de compreensão e por isto se entregam às drogas e aos vícios até por não entenderem suas condições de seres paranormais.
A paranormalidade quando não bem entendida e compreendida e acompanhada ou cultuada pode fazer mais mal do que bem.
Além disto as visões e chistes de conhecimentos ou sensações além da vida, ou seja, após a morte, não é privilégio de médium algum, nem de uma pessoa em especial. É um conhecimento que está a disposição de todos.
Cabe a cada um escolher ou não conhecer e seguir este caminho.
Léo
Um bom caminho em direção à este que leva ao conhecimento absoluto do Ser, é a forma como se relacionar com seu Deus interior.
“Deus, eu não posso viver sem entender que os caminhos que levam ao futuro dependem de nada.
Sei que dependem de ti. E, muito mais de minha fé, para que as coisas todas ocorram em minha vida com harmonia.
Sou apenas um Ser humano que busca seguir adiante, no propósito de cultivar o espírito e se preparar para a vida após a morte.
Então conto apenas com minha existência, diante da fragilidade da vida para poder fortalecer meu espírito na fé.
Vou me reerguer, toda vez que cair em desgraça pela matéria, porque ainda que destruída, minha fé é o único caminho a me levar até ti.
Deus, me curvo diante de ti, para que todas as aflições que tumultuam meu espírito possam ser banidas para longe de minha existência e, eu possa caminhar sob a sua luz...
O propósito de minha vida é caminhar em direção a entender e amar o meu semelhante, da mesma forma que seu Amor celestial é pregado.
Minha vida está em minhas mãos, mas coloco meu destino em tuas mãos, pois, se precisar que eu seja um transmissor de sua vontade, assim farei.”
Esta prece foi enviada por Anisio, um ser iluminado que faz com que as palavras sejam facilitadas para quem puder ou quiser encontrar-se com sua verdade interior.
Léo S.Bella 30/11/2009
