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domingo, 15 de maio de 2011

Vozes que se calam

Uma alma deserta é como uma cidade vazia, silenciosa...

São ruas sem movimentos, placas que continuam indicando uma antiga morada... mais um espaço vazio... e  o que restou, foi apenas um endereço...

O silêncio cru, se alia à nudez da madrugada e na calma da Alma calada faz sua morada...

O frio, é um castigo para quem não tem como se esquentar com casacos, mantos, luvas e cobertores, e utilizam-se da morte para deixarem de sofrer...

Vida confusa... ingrata... vida  invadida por uma luz difusa que esconde a rua, usando a névoa como cortina, escondendo almas vazias que também caminham pela madrugada.

Enquanto isto, sem mistérios, as flores nascem e vivem muitas vezes isoladas e longe dos olhares...

Mil lugares, mil flores, mil amores, e da mesma forma em um único momento podem existir mil juramentos que nunca chegarão a ser cumpridos.

Porque se perderam no tempo antigo, onde ficaram abandonadas cinzas do que se pensou queimar com o esquecimento...
E o cão continua sua caminhada carregando seu pote enquanto seu dono não vem...
Reflita sobre sua vida e nunca deixe de viver suas recordações ou lembranças com medo da felicidade impossível... porque impossível é apenas uma palavra que demonstra todos os caminhos para que a vida não se concretize.


Léo S.Bella
15/05/2011

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